Como estudar para o vestibular sozinho

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Ao iniciar a preparação para as provas do vestibular, muitos estudantes optam por estudarem sozinhos, ao invés de ingressarem em algum cursinho pré-vestibular. A escolha é válida, desde que o vestibulando tenha consciência e disciplina necessária para criar regras e uma rotina de estudo organizada para não se perder no meio do caminho.

Não é raro encontrarmos casos de alunos que deixam os cursos preparatórios para estudarem por conta própria. Existem registros positivos e negativos dessa escolha. Há estudantes que foram aprovados em mais de uma instituição estudando sozinho e há também aqueles que não obtiveram êxito.

Ao decidir estudar em casa é preciso tomar algumas providências antes mesmo de iniciar as atividades. A primeira delas é organizar um cantinho de estudos. Um espaço fresco, limpo, calmo, arejado e, principalmente, silencioso para o desenvolvimento das atividades. Criando esse local apropriado, as chances de melhorar a concentração e a produtividade crescem muito mais.

Outro fator muito importante para quem deseja estudar sozinho é a disciplina. É necessário adquirir o hábito de estudo através de uma rotina que deve ser rigorosamente seguida. Após definir o ambiente, defina também um mesmo horário para se dedicar às provas do vestibular diariamente.

Estabeleça também algumas regras, com materiais que atendam as necessidades do curso que irá prestar. O simples planejamento de estudo das disciplinas já resulta em um aproveitamento significativo de suas horas, acarretando em menos desperdício do seu tempo. Criar essa regularidade faz com que a ideia de sentar e estudar se torne um hábito, o que facilita muito a vida do vestibulando.

É importante também eliminar as distrações, principalmente as que possam estar acessíveis e próximas do ambiente de estudo. Esqueça a televisão, os bate-papos, o celular e as redes sociais. Deixá-los próximos só irá prejudicar a sua concentração. A distração e o bate-papo podem ficar para outro momento.

Ao estudar, defina prioridades sobre o conteúdo em que possui maior dificuldade e aquele que terá maior peso na prova que for fazer. Se já tiver uma boa noção de todo o conteúdo, vá direto para o estudo das matérias com peso maior. Mas caso possua grandes dificuldades em determinado conteúdo, pegue firme nos estudos com ele até que fique claro. Para memorizar toda a matéria aprendida é importante elaborar resumos, associando o material estudado e criando macetes que possam facilitar a recordação de determinado assunto. Leituras em voz alta também podem ajudar.

Escolher um bom material de estudo também é fundamental para o aprendizado eficaz. Estude através de apostilas antigas de cursinhos, assista a aulas disponíveis na internet, faça simulados, use provas antigas e resoluções comentadas. Além disso, lembre-se de deixar todo o material de estudo próximo e acessível. Apostilas, folhas, caderno de anotações, dicionário, lápis, borracha etc. Interromper as atividades para buscar algo que tenha esquecido pode fazer com que se perca a linha de raciocínio e a concentração. Mantendo tudo em mãos, o aproveitamento do tempo dedicado aos estudos será muito melhor.

Boa sorte!

Como escolher o melhor curso de pós-graduação para você

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Quem não deseja se manter sempre atualizado e competitivo no mercado de trabalho? Com essa meta, muita gente conclui a graduação e logo parte para mais uma etapa de estudos, ingressando em uma especialização, mestrado ou doutorado.

Dessa maneira, os cursos de pós-graduação e MBA estão deixando de ser um diferencial no currículo e quase chegam a ser requisitos básicos para quem quer ficar à frente na competição por uma boa vaga. Tomada a decisão por uma pós, duas questões surgem diante do estudante:como escolher o curso mais adequado e como saber se a instituição desejada é confiável e de qualidade reconhecida?

PRIMEIROS PASSOS

O primeiro passo é saber qual o papel de um curso de pós-graduação dentro do momento particular do profissional. Investir em educação é sempre importante e uma especialização é uma eficaz fonte de qualificação e atualização, além de um excelente canal de networking. É preciso então avaliar o momento em que sua carreira se encontra e as suas pretensões.

A partir daí, é preciso procurar conhecer os cursos e investigar se eles irão aprimorar a forma como você desenvolve seu trabalho e como os conhecimentos adquiridos contribuirão para sua evolução profissional. Deve-se enxergar a escolha de um curso de pós-graduação como um investimento.

Um recém-formado que ainda não sabe com qual área se identifica, deve esperar para entender onde atuará melhor. Com um pouco de planejamento é possível escolher a área exata, no momento certo de sua carreira, com a reserva planejada de dinheiro.

LATO SENSU OU STRICTO SENSU

Os cursos de pós-graduação se dividem em lato sensu e stricto sensu. Os cursos de pós-graduação stricto sensu, como o mestrado e o doutorado acadêmicos, possuem como foco o ensino e a pesquisa, por isso são procurados pelos profissionais que gostariam de seguir na vida acadêmica, como professores e/ou pesquisadores.

Já os cursos de pós-graduação lato sensu, como as especializações e MBAs, são voltadas para as necessidades do mercado, e servem como atualização e aprimoramento para quem quer seguir carreira em uma empresa, abrir um negócio ou atuar como consultor.

AVALIAÇÃO DOS CURSOS

Escolhido o caminho certo, se a opção for pelo curso de mestrado ou doutorado (pós-graduação stricto sensu), o próximo passo é a consulta ao Ministério da Educação. A avaliação dos cursos de pós-graduação é realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os cursos recebem notas de 1 a 7, sendo que de 1 a 2 são reprovados e notas 5, 6 e 7 indicam excelência. Se o programa for recomendado com boa nota, é passaporte para uma formação com qualidade e segurança.

Já se a escolha for pelo lato sensu (especalizações e MBAs) não há uma avaliação oficial de cursos, apenas de instituições – no site do MEC é possível consultar se a escola eleita está cadastrada e habilitada. Uma alternativa é a consulta a associações específicas, como a Assembleia da Anpad (Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Administração), que criou o Sistema de Acreditação Anpad (SAA) para avaliar a área de administração e negócios. Outros órgãos de classe costumam apresentar cursos recomendados, como é o caso da OAB para cursos de direito.

RELAÇÃO COM O MERCADO

Com o curso e a instituição em mente, o passo seguinte é fazer uma avaliação minuciosa em campo. É preciso analisar a escolha, levando em consideração a relação do curso com o mercado de trabalho, a adequação em relação à metodologia utilizada, a grade curricular e a qualidade do corpo docente.

Aproveite também para passar um pente-fino no Currículo Lattes dos professores. O Currículo Lattes é uma plataforma disponível na internet com informações sobre a produção acadêmica e as linhas de trabalho dos professores e pesquisadores brasileiros.

Além das consultas, na hora de escolher a instituição de ensino valem também visitas in loco e conversas. Vá até o local e, se possível, assista a uma aula como aluno ouvinte. Isso ajuda a conhecer as linhas de pesquisa e os professores. É válido também dar uma olhada na infraestrutura da escola. Converse com alunos e ex-alunos para obter informações sobre o curso e a forma de aprendizado.

O preço do programa também deve ser avaliado, mas cuidado para não se deixar levar pelo bolso. Alguns exigem um investimento mais alto, mas o custo-benefício muitas vezes vale a pena. Faça as contas e calcule se a especialização trará o impacto e o impulso desejado na carreira. Por fim, veja ainda as facilidades oferecidas, como localização, carga horária e flexibilidade nos horários de aulas.